A prática da nutrição materno-infantil que a faculdade não ensina

A prática da nutrição vai além da faculdade. Essa é uma profissão que requer além de conhecimento técnico, é necessário um conhecimento completo de cada paciente para que os resultados sejam alcançados.

É natural que estudantes de nutrição, ou mesmo quem já é formado na área, ter uma série de dúvida se esta é de fato a melhor carreira. E digo desde já: para quem ama a área, ela é sim uma profissão excelente e que pode lhe render muitos frutos.

Mas para você ter uma carreira de sucesso, preparei algumas dicas que você pode aplicar na sua prática da nutrição. Vamos conferir?

Abra sua mente

Para você que deseja seguir na prática da nutrição, o primeiro passo é abrir sua mente! É preciso pensar além, sair daquele universo muito restrito que estamos. 

Quando fazemos a faculdade, e é normal que seja assim, temos um curso totalmente generalista. Mas quando queremos buscar uma área de atuação mais específica, como a nutrição materno-infantil, é preciso pensar fora da caixa.

Essa área, apesar de ser também bastante ampla pelo fato de trabalharmos por períodos diferentes, também requer muito estudo, leitura. 

Por exemplo, é diferente cuidar de uma criança, um adolescente ou uma gestante. Precisa pensar além, ir além do que os livros falam. 

Nesse contexto, uma dica que dou é que a faculdade às vezes prende-se muito nas referências. Elas são muito importantes para nos dar um norte, mas é necessário que você desenvolva a sua clínica, o seu jeito de atender, a sua forma de entender o seu paciente. 

Faça um plano alimentar que possa ser executado

Através da sua experiência clínica, você deve compreender os ajustes que podem ser necessários. Como dissemos, a referência da faculdade é um norte para dar seu conhecimento científico. 

Mas é o dia a dia que vai fazer você entender seus pacientes. E para isso é necessário fazer um plano alimentar perfeito e exequível, para que possa ter sucesso. 

Se isso não acontecer, nem você, nem seu paciente, terá sucesso. Isso porque ambos vão ficar extremamente frustrados.

Por exemplo, qual a situação da criança que você vai atender? É uma criança seletiva, que não come absolutamente nada? Que come apenas dois ou três alimentos? 

Nesse caso, de nada adianta você passar um plano alimentar com quibe de quinoa germinado. Ela não vai comer, ela já não come tomate, não come nada de verdura.

Por isso é necessário avaliar o que você tem a sua frente, pensar e fazer sua análise para cada situação. Não adianta fazer um plano lindo que não seja exequível.

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Tenha empatia

A faculdade também pode não ter te ensinado, mas você precisa ter empatia. Amar seu paciente, acolher o seu paciente. Sempre falo isso com meus alunos, que é muito importante olhar nos olhos e dizer:

“Eu estou aqui, não para te julgar, mas para te ajudar numa caminhada rumo à saúde”.

Todos nós temos dificuldades, todos nós vamos enfrentar desafios. Muitos vezes o paciente chega até você pedindo ajuda. 

Em geral, essas mães que chegam até você que é uma nutricionista materno-infantil está trazendo para você o bem mais precioso da vida dela, que é seu filho.

E muitas vezes ela está sofrendo e muito por alguma queixa da saúde do seu filho. Ou essa gestante que está confiando em você a realização de um grande sonho, a potencialização da saúde do seu bebê.

Por isso ame e acolha o seu paciente. 

Faça uma anamnese completa

A faculdade muitas vezes não ensina ou não detalha que você precisa compreender a fundo a realidade do seu paciente. Fazer uma anamnese muito bem feita, com todos os detalhes. 

Por isso, é importante investir muitos minutos da sua consulta para saber como seu paciente vive, o que ele come, quem cozinha, se ele toma suplemento, qual foi a história dele, qual foi a relação dele com a comida. 

Isso é extremamente importante. Se você não conhece seu paciente e já vai no automático, já fazendo até um julgamento pelo biotipo dele, sem entendê-lo a fundo, está cometendo um grande erro. 

Não podemos iniciar nada sem olhar os exames laboratoriais, sem saber a relação que ele já teve com outros profissionais, o que foi feito ou não. Sem isso, você não terá sucesso.

É preciso antes de tudo conhecer o contexto do seu paciente, e aí sim iniciar um plano alimentar.

Especialize-se em Nutrição Materno-Infantil

Agora sou eu, Andreia Friques falando: a nutrição materno-infantil é uma área linda e que se você tem o sonho de seguir essa área, vá sem medo. 

Eu costumo sempre dizer para meus alunos que a prática da nutrição é delicioso. Saber que o nosso trabalho, o nosso ofício, pode influenciar de maneira direta na saúde de uma criança, de uma família, de seus descendentes. 

Isso é lindo e é muito sério. Isso é transformador. 

A nutrição materno-infantil é uma profissão incrível. Por tudo que a ciência vem comprovando, pelo que podemos e devemos fazer para que as próximas gerações tenham mais saúde, a prática da nutrição materno-infantil vai ter cada vez mais o seu espaço em nossa sociedade.

Eu não tenho dúvidas de que a nutrição materno-infantil é uma das profissões que mais vão crescer nos próximos anos. 

Portanto, se você já ama gestantes e crianças, faça parte desse time também. E se você já é nutricionista materno-infantil, estude muito. Porque tudo isso pode ser muito desafiador, mas também é muito gratificante.

Espero que tenha gostado do artigo sobre a prática da nutrição materno-infantil além da faculdade. E já indico também que confira meu vídeo sobre o tema. É só dar um play abaixo!