Alimentação e depressão infantil: qual a relação?

Alimentação e depressão infantil: qual a relação?

Você pode nunca ter imaginado e alimentação e depressão infantil estão relacionados, porém, é uma realidade. Está surpreso? Vou esmiuçar esse assunto para que você entenda essa relação e fique atento ao que o seu filho come.

Ao perceber um comportamento diferente na criança, ou mesmo ao receber o diagnóstico da depressão infantil, o caminho mais comum é pensar nas causas externas. Como estão as amizades? E a relação com a família? Tudo bem com as notas na escola?

A partir de agora, ao passar por esse tipo de situação, eu quero que você reflita sobre a biologia dessa criança e peça para o profissional que acompanha seu filho considerar esse fator.

Por que a alimentação desencadeia a depressão?

Todos os pensamentos e sentimentos das pessoas são resultados de reações químicas complexas produzidas pelos neurotransmissores. A serotonina é um desses neurotransmissores. Sua função é trazer sensação de prazer e bem-estar para a pessoa, e é produzida pelo intestino.

Portanto, quando a alimentação não está adequada, é fácil entender que o intestino não vai ficar equilibrado. Esse desequilíbrio leva à queda da produção de serotonina. As consequências vão para o comportamento da criança.

A falta de motivação, o desânimo, a tristeza frequente e até um possível caso de depressão. Tudo isso ocasionado por uma alimentação que não favorece o bom funcionamento do intestino.

Além disso, é comprovado que uma alimentação rica em açúcares e carboidratos não contribuem para o bom rendimento escolar. Eu já falei sobre o assunto aqui no blog e você pode acessar neste artigo.

Mesmo quando não existe o quadro de depressão infantil, seu filho pode sofrer emocionalmente devido a alimentação desequilibrada. Falta de energia para brincar, estudar e muito mais são frequentes quando os nutrientes essenciais não fazem parte da rotina dele.

Quais são os piores alimentos para a depressão infantil?

Para que seu filho aproveite plenamente a infância, com todos os seus processos biológicos funcionando direitinho, é preciso oferecer uma alimentação rica em nutrientes. Sabemos que existem itens que a criança adora, porém, eles devem ser permitidos apenas em ocasiões que não façam parte da rotina.

Os refrigerantes, por exemplo, não acrescentam em absolutamente nada para a saúde e bom funcionamento do organismo. São apenas calorias, corantes e açúcares que atacam a regulação natural do intestino, levando ao desânimo e agravando os casos de depressão infantil.

Podemos dizer o mesmo sobre cereais refinados, produzidos com farinha branca. Suas fibras fazem que o trato intestinal seja prejudicado, ficando contraído e dificultando o trânsito. Esses alimentos são pobres em vitaminas e fibras, podem causar gases e inchaços.

Se a criança está com problemas emocionais, também é importante passar longe das frituras, tais como nuggets, coxinhas, batatas fritas e outros. Ricos em gorduras saturadas, pioram muito o quadro digestivo.

É muito importante prestar atenção na alimentação da criança, em especial aquilo que acompanha o lanche escolar. Você sabia que são quase 200 refeições em um ano?

Para ter seu filho saudável, bem longe das doenças físicas e mentais em 2019, convido você a conhecer meu curso Lancheira Saudável, onde ensino em vídeo receitas práticas para manter os bons hábitos alimentares do seu filho mesmo na escola.

Espero que meu artigo tenha ajudado você a entender a relação entre alimentação e depressão infantil. Ao menor dos sinais, procure ajuda psicológica e orientação nutricional para ele. Todo o cuidado nesses casos é muito importante!

Com amor.

Andreia Friques.

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